Notícias | Postado em 23 de Dezembro de 2013 as 08:25h | 0

A declaração é do infectologista Dr. Rodolfo Dantas, que atende a população caicoense as terças e quintas no Hospital Tiago Dias. Para ele, as pessoas devem ter vários cuidados para evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti e o avanço da doença na cidade de Caicó.

 “A nossa grande esperança para o controle da doença é uma vacina, que já está em fase de teste e deve ser comercializada a partir de 2016. No entanto, até lá, temos que controlar os mosquitos e, para isso, as pessoas devem fazer esse controle. O poder público tem que incentivar, mas quem controla a dengue é a população”, disse o médico.

 Na opinião dele, cada pessoa deve ficar atenta aos vários locais que o mosquito pode depositar os ovos dentro de uma casa. “Ninguém acha que o mosquito está em casa, as pessoas sem preferem dizer que vem do vizinho, quando na maioria das vezes a Dengue está na nossa própria casa. As vezes são focos que a gente não sabe onde está, mas devemos ficar de olho”, orientou.

 O Mosquito Aedes aegypti mede menos de um centímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas. Costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando o sol forte, mas, mesmo nas horas quentes, ele pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa. Há suspeitas de que alguns ataquem também durante a noite. O indivíduo não percebe a picada, pois no momento não dói e nem coça.  

 “Aqui em Caicó circula o mosquito Culex, que é a famosa muriçoca, e o Aedes Aegypti. A muriçoca é maior, mais clara e voa mais alto que o mosquito da Dengue. Ela predomina só à noite. O mosquito da Dengue é mais escuro, tem as pernas pintadas e circula mais no começo da manhã e final da tarde. Ele voa baixo e as pessoas dificilmente conseguem ver, já que ele se livra com facilidade das pessoas”, explicou o infectologista.


Histórico da Dengue no Brasil

A Dengue tem origem na Ásia e entrou no Brasil através da Cuba, primeiro país das Américas com caso registrado da doença. Durante três anos os cubanos sofreram com os mosquitos Aedis Aegipi e, em seguida, a doença apareceu para os brasileiros.

 “Nessa época houve um trabalho muito forte da Superintendência de Campanhas de Saúde Pública, Sucam, para controle da Dengue, Febre Amarela e Malária. Com isso, o Brasil ficou uns 10 anos livre da Dengue. Mas com desaparelhamento da Sucam, a doença voltou ao país e até hoje os surtos só tem aumentado”, lembrou o médico.   

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